terça-feira, 12 de abril de 2011

Estudo questiona uso da acupuntura para tratar dores

"Resultados indicam benefícios apenas para dores no pescoço. Mesmo pesquisas de alta qualidade não provaram outros efeitos benéficos. É um aspecto que requer muito cuidado no momento de tomar decisões. EEZB."

Um trabalho publicado neste mês no jornal "Pain" analisou 57 revisões de estudos feitas na Europa, Ásia, nos EUA e no Canadá sobre a eficácia da acupuntura contra dores de cabeça, ombros, coluna ou causadas por fibromialgia, câncer, artrite reumatoide e cirurgias.

De acordo com os autores, foram encontrados resultados conclusivos e positivos do tratamento com agulhas só para dores no pescoço.

Já para os outros casos, não houve comprovação de eficácia da técnica.

Os pesquisadores, das universidades de Exeter e Plymouth, no Reino Unido, e do Instituto de Medicina Oriental da Coreia do Sul, destacam que uma das revisões mais recentes e com melhor metodologia concluiu que a acupuntura simulada (com palitos que não penetram na pele) teve os mesmos bons resultados que a feita com agulhas, para tratar dores nas costas.

Isso sugere, diz a pesquisa, que a melhora observada se deve a "efeitos não específicos", ou placebo, como convicção do terapeuta ou entusiasmo dos pacientes.

Efeito colateral

De acordo com o presidente da Sbed (Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor), João Batista Garcia, essa conclusão gera ceticismo quanto à terapia. "Mesmo pesquisas de alta qualidade [incluídas no estudo] não provaram efeito benéfico."

Um trabalho recente revelou que ao longo dos últimos 45 anos a acupuntura causou ao menos 86 mortes por causa de agulhadas incorretas e involuntárias no coração e nos pulmões, bem como por danos em artérias e fígado, problemas nervosos, choques, infecções -provocadas pela ausência da esterilização das agulhas-, hemorragias, etc.

O autor do estudo é um especialista britânico em medicina complementar. A maioria dos mortos -com idade entre 26 e 82- são chineses ou japoneses, ainda que aconteceram algumas mortes também no ocidente.

A causa mais comum de morte foi uma doença chamada pneumotórax, que é o acúmulo anormal de ar entre o pulmão e uma membrana (pleura) que reveste internamente a parede do tórax. Na maioria dos casos, os médicos tiveram a certeza de que a causa destas mortes foi a acupuntura, mas em outros fica menos claro.

A maioria deles foi decorrente de infecções bacterianas por agulhas contaminadas, tratadas com antibióticos. Mas quatro pacientes tiveram seus pulmões perfurados e morreram.

Em comentário publicado com a pesquisa, a médica Harriet Hall, que se autodenomina "cética", classifica a acupuntura como "nem eficaz nem inofensiva".

"A acupuntura é o melhor placebo que existe", afirmou a americana à Folha. "A terapia combina uma mística oriental a um ritual elaborado. O paciente relaxa durante o tratamento, e o terapeuta é persuasivo, confiante e carismático."

Defesa

Para o médico acupunturista Hong Pai, do HC de São Paulo, a falta de eficácia e os efeitos colaterais anotados na pesquisa se devem ao treinamento falho dos terapeutas em muitos países.

"Os meus alunos fazem 600 horas de treinamento e ainda não saem perfeitos. Imagine quem tem cem ou 120 horas [como em países europeus]?"

O especialista chinês, que trabalha no HC desde 1989, afirma que a equivalência entre a acupuntura placebo e a real pode acontecer em alguns casos, porque algumas dores exigem estimulação só superficial dos pontos.

Adaptado de Rev. Educação Física.

sábado, 19 de março de 2011

FALANDO SOBRE O TRX - Treinamento em Suspensão



Nesta oportunidade queremos opinar sobre o TRX®, que para efeitos de aplicação no nosso meio, ACFISA sai na frente e estabelece uma adaptação e a denomina ATS® - ACFISA Treinamento em Suspensão porque não é nada mais do que isso.
O TRX® é uma criação de marinheiros navais que precisavam se manter em forma física e realizar treinamento em condições limitadas, de espaço, em pouco tempo e sem aparelhagem. O TRX® basicamente é composto de 2 cordas, uma extremidade é fixada na parede, no tronco de uma arvore postes, grade, (um lugar seguro que permita uma ancoragem) Na outra ponta vão 2 alças onde colocam se as mãos ou os pés,  com 2 fivelas - travas para variar ajustes nos comprimentos.
Alunos que já experimentaram estes exercícios indicam que tiveram a primeira impressão de que os exercícios seriam mais leves e suaves, porem não passa de impressão porque na verdade são bem mais intensos e forçados, embora permita ao profissional competente que orienta o trabalho, dosar o esforça para os diferentes níveis de aptidão.
A revolução de este instrumento é devido a que ele ajuda no desenvolvimento do treinamento funcional, atividade onde se dá maior ênfase aos exercícios que trabalham maior quantidade de músculos e articulações, mexe com todo o corpo, por isto também requer maior estabilidade e equilíbrio. Evita o treinamento do músculo em forma isolada, quer dizer, que para fazer um simples curl de bíceps se devem recrutar músculos de muitos outros grupos musculares, como costas, abdômen, coxas.
Fazendo uma analise, verificamos que a quantidade de possibilidades que oferece o treinamento em suspensão - ATS® - nos permite fazer um treinamento de força com grande componente cardiovascular também, permite fazer movimentos explosivos como pulos, flexões e extensões frontais, laterais utilizando vários tipos de força segundo o grau de inclinação etc.
Outro aspecto que o ATS® desenvolve é a de sensações, requer da concentração para facilitar as execuções, esta constantemente requerendo do “corpo” o maior sincronismo para facilitar a harmonia nos movimentos, poupando energia por um lado e aproveitando sinergias e contrações com maior eficiência mecânica por outro, aprendendo assim a usar melhor as “intensidades”.
Em resumo, o Treinamento em Suspensão de ACFISA oferece um ótimo meio de treinamento da Força, Resistência, Flexibilidade, Equilíbrio, Agilidade, Coordenação e Velocidade e facilita o exercício em espaços reduzidos, é só questão de encontrar uma ancoragem e está pronto para “malhar” de forma EFICAZ E EFICIENTE, se acabaram as desculpas até para aqueles que sempre estão se justificando de falta de tempo para ir à academia.
Então ... 
Vamos atender as necessidades de seu organismo? Estamos para isso.


EEZB - ACFISA - 27- 99868 8552



quarta-feira, 2 de março de 2011

ALONGAR OU NÃO, EIS A QUESTÃO!!


Publicada em: 28/2/2011 às 12h26m
Autor: Comunicação - CONFEF
Fazer alongamento antes de iniciar uma corrida não evita a ocorrência de lesões musculares. Pelo menos é o que diz uma pesquisa da Universidade de Washington, nos EUA, que analisou os efeitos da corrida tanto em pessoas que não se alongam quanto em outras, que fazem os exercícios.
O estudo contou com três mil voluntários, que corriam menos de 16 km por semana. Durante três meses, metade deles se alongava por até cinco minutos antes da atividade física. O restante correu sem se alongar. Nos dois grupos, a proporção de atletas que sofreu lesões foi parecida: 16% do total.
O ortopedista especializado em trauma do esporte Luis Fernando Funchal pondera: embora a pesquisa mostre que, para lesões de corrida, o alongamento não tenha influência, aquecer-se pode trazer outros benefícios.
Segundo ele, mesmo que não evite lesões, o alongamento antes de qualquer exercício físico deve ser mantido, pois trabalha outros aspectos que promovem a segurança do atleta. “Quem não gosta de fazer alongamento, vai ‘endurecendo’ e tende a sobrecarregar a junção do tendão com o osso de forma desnecessária. Quanto mais se alonga, mais elástica e flexível a pessoa se torna. Assim, a carga do exercício é mais bem distribuída pelo corpo, se tornando menos prejudicial”.
Ainda segundo Funchal, a ocorrência de lesões na corrida não depende só de a pessoa se alongar ou não. “Outros fatores, como tipo de terreno onde se pratica a atividade, calçado, vestimenta inadequados, além das condições do ambiente e excesso de peso, são fatores que também podem influenciar”.  
Outros benefícios
Toda atividades física tem 4 etapas — aquecimento, exercício, desaceleração e relaxamento. O nosso conselho é fazer Alongamento no início e no final, pois:
- Prepara a musculatura para a atividade física.
- Permite uma concentração para o exercício.
- Diminui a tensão entre tendões e estrutura óssea.
- Ajuda a relaxar a musculatura após a realização da atividade.


Revisada por:
Edgar Zeballos Burgoa
CREF G/ES 004548
(27) 99868 8552